Continuo a escrever para ti na esperança que irás ler. É agora dia 1 de Novembro, é 00.06 e como o dia passou lentamente quando o que mais queria era que passasse a correr, como corria quando me pertencias. Hoje ouvi a tua voz, estiveste a meu lado e nada dissemos um ao outro, senti o teu aroma no ar e aguentei-me para não desatar ali a chorar a pedir para voltares porque ai, estarias a perder o respeito que tens por mim. Cheguei á aula, e chorei. Chorei de saudade, de solidão, de perdão, chorei por tudo o que me fizeste e que te fiz. Porque eu também errei muito.
Eram quase nove da noite e recebo uma mensagem tua a dizer que queres falar comigo no proximo dia de aulas, e os meus olhos enchem-se com lagrimas e fico-me a perguntar o que se passará. Será que me queres dizer o que te pedi á uns dias: que me dissesses na cara que acabou?
Rapidamente mostraste que não, que o que querias saber era o meu bem estar ao que eu fui fria, mostrei que já não me importava mas com isso, fizeste-me ganhar todos os dias, aulas, horas e minutos que gastei a chorar por saudades.
"Tu estás bem, eu estou bem"
"Mas quem disse que estava?"