"Chegou o final do ano, e acabo o ano a pensar em ti mas eu sei que tenho que ter calma, sei que não posso continuar contigo na minha cabeça porque se fomos a ver, tu não mereces nem um pouco das vezes em que engoli o orgulho somente por te querer na minha vida. Não chorei nem uma, nem duas vezes, até acho que chorei mais do que mereces, mas porque quando se ama ou melhor quando se tem saudades e sabemos que não há nada que pudemos fazer para essas passarem, a melhor solução, é chorar. Não sei, faz-nos sentir muito mais aliviados. Na verdade, já se passaram dois meses desde que senti pela ultima vez o teu beijo e juntamente com o teu 'amo-te princesa'. O teu bom dia pela manhã, os teus ciumes incontroláveis de coisas inexistentes, o teu riso após gozar comigo, os segredos partilhados... Tinhamos tudo tão perfeito, dentro da imperfeição. Tu eras meu, e eu era tua e se há pessoa por quem me apaixonei, foi por ti. Amor incondicional, chamemos. Eu não me consigo esquecer de ti, e de tudo o que se passou e ainda passa, da maneira que me tratas, e da frieza com que me falas... Sei que não errei assim tanto, porque sempre te dei amor e carinho, mesmo, quando tu me deste dor. Continuo há procura de uma forma para que me saias da cabeça, e pergunto-me: como tu o conseguiste em tão pouco tempo? Espero que nunca te esqueças do que fomos e que tenhas noção do que poderiamos ter sido e à meia noite do dia 31, o meu pensamento será teu. Como já é habitual.
Amo-te, fonhonho."
