quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Vim aqui contar a minha verdadeira passagem de ano. Foi divertida, sorri, ri, encantei quem passou por mim e quem me acompanhava pelo sorriso que tinha no meu rosto por aparentar estar tão bem, e tão feliz. Não estava, mas tentei estar. Tentei esquecer-me dele, de tudo o que me ligava a ele, desliguei o telemovel que servia de tentação a desejar-lhe um bom ano, rompi a pulseira que ainda me ligava a ele, servia também como uma tentação a procura-lo. Esperava-o ali, esperava-o perto do rio, no meio daquela confusão de pessoas vindas de variados sitios. Era ele quem eu queria ver, era o sorriso de felicidade que eu queria ver. Era 23:59 da noite, começou-se a contagem decrescente... 10...9...8...7...6...5...4...3...2...1... E invadiu em mim uma felicidade por ter conseguido passar mais um ano ao lado das pessoas que amo, por ter conseguido conquistar tantas coisas boas para a minha vida que ainda agora comecou. Mas essa felicidade, parou. Parou quando me disseram ao ouvido: Pede um desejo. Eu olhei para o céu, estava com cores de alegria e no ar só se ouvia a felicidade das pessoas, e ao fazê-lo, chorei por me sentir tão triste. Tão enganada. Tão sozinha... Tão perdida. Chorei no ombro de alguém que me agarrou, chorei de raiva por saber que não merecia isto, chorei por ainda o amar... Até que, me disseram: Não desejes o que não deves, deseja o que mereces. 
Então eu desejei o que eu merecia, não o que eu queria mas sim o que merecia e com isso, ergui-me, e rapidamente a minha mãe alcancou-me, abraçou-me e disse: Filha, não quero lagrimas na tua cara, quero o teu sorriso que consegue conquistar toda a gente. E promete-me, com promessa de mindinho, que vais deixa-lo ir, e que tu vais ficar bem e a sorrir. Não hoje, mas daqui a uns dias. 
Eu fiz essa promessa. Acreditam? Nem eu, eu prometi que ia deixar a pessoa que amo ir embora, mas hoje, mais calma entendo... 

Amar é querer a outra pessoa feliz, mesmo senão for connosco.