Não sei como começar a falar, ou pelo menos para tentar deitar cá para fora o que me obrigo a mim mesma a não deixar sair por lagrimas. Não queria chorar, ou talvez já nem é querer ou deixar de querer, neste caso, já nem consigo. Estou perdida, mas perdida mesmo sem rumo, sem razão para me levantar, para sorrir. Perdi-me, apartir do momento em que te perdi. Apartir do momento em que concordei com o final. Mostrei tão bem que era o que queria que acontecesse mas uma coisa que aprendi contigo foi o facto de termos que fazer sacrificios pelas pessoas que realmente amamos. Por te amar, deixo-te ir. Por te amar, concordo em perder-te se isso contribuir para a tua felicidade completa. Mas é isso que acontece? Sei que não, sei que estás a sofrer como eu, sei que estás sem rumo tal como eu estou, estás com os teus amigos no objectivo de completares o vazio que causo no teu dia, estás na tentativa de esquecer, de seguir em frente. Compreendo, e o meu tamanho de admiração para contigo, parecendo que não, é grande. É grande por conseguires dizer todas as vezes em que as coisas se complicam, que acabou. Admiro-te por conseguires desistir, no que trás felicidade para a tua vida, mas admiro-te também por seres tão egoista ao ponto de nunca receber uma mensagem tua a ceder, de saber que nunca irei ver-me á minha espera, só porque sim, só porque as saudades falaram. Sei que nunca vou receber o merecido pedido desculpas e muito menos, gestos de lutador para com a nossa relação. Não estou á espera que me queiras, porque afinal, quem é que me quer? Consegues tão melhor, tão mais bonita, tão mais... Mas tão mais que me pergunto, porque olhaste para mim.
Não te consigo deixar, na condição de amiga, de protectora, de companheira, de cumplice. Não consigo não me preocupar, não consigo não te amar. Mas que odio que isto causa em mim, que magoa, que revolta. Tu não mereces!! Não mereces por todas as vezes em que me ouviste chorar e simplesmente desligaste, não mereces por todas as vezes em que te pedi a compreensão que nunca tive, por todas as vezes em que precisava de conforto e tu me desconfortaste. Por todas as vezes em que tive que ser quem não era, por todas as vezes em que deixei de ser eu, para ser a Tua Sara. Mudei por ti, e sei que tu o fizeste também por mim. Sei que no inicio era tudo bonito, era tudo bonito quando estavamos naquele "flirt", era tudo muito amoroso quando dito um "Adoro-te" e não um "Amo-te". Mas e quando passou ao sério, onde estava eu com a cabeça para errar? Estava a agir de acordo com a idade que tenho, errei, magoei e fiz o pior que puderia ter feito mas tu, deste-me uma prova em que como querias aquele relacionamento... Uma prova em como me querias a mim. Mas tu não pudias ter baixado os braços e sabes porquê? Apartir desse moemento, comecei a amar-te com tudo sem te querer perder por nada. Passaste a ser a minha vida, e o meu dia-a-dia era em torno de ti, e somente do teu bem estar. Mas onde fiquei eu no meio disso? Onde fiquei eu no meio de tanta discussao, de tanta instabilidade?
Não sei onde fiquei, onde ficou a outra menina, onde ficou a pessoa que era, onde ficou a pessoa que perdi, e não sei onde irei ficar, como ou até mesmo, com quem mas sei, que queria uma palavra... Não. Chega de palavras. Quero acções. Queria, aliás, que lutasses por mim.
Mas se for para me magoar... Vai embora. Não voltes... Mesmo eu te pedindo para voltar.