Tentei meter na minha cabeça que tinha acabado tudo, que tinha que seguir em frente e que principalmente, tinha que esquecer quem (supostamente) me tinha esquecido. Via-te feliz, via-te a sorrir e cheguei a sentir-me egoista por não te querer ver sorrir, porque se eu não conseguia, como é que tu conseguias?
Mas sempre te conheci, sempre te disse que te conheco mais do que julgas e que se há pessoa que sabe tudo de ti, bom e mau, sou eu. Mesmo nas vezes em que sentiste que não ouvi o que me dizias, eu ouvia. Eu oiço tudo, até ao pormenor mais indiferente.
Na verdade, tentei superar. Não deu, nunca deu, e espero que nunca irá dar porque foi graças a isso que hoje te tenho comigo, é graças á minha falta de amor proprio que hoje te amo mais do que algum dia, e é graças a ti que hoje estou feliz, que sou o que era, sorriu e faço sorrir.
Gosto de ti, mas o pormenor é que como gosto de ti, nunca gostei de ninguém, e pensei que nunca tivesse a capacidade para gostar porque sou complicada, e gosto de complicar o facil e até hoje ninguém tinha conseguido encaixar em mim, e tu, com esforço, assim o fizeste. Tu encaixas em mim, tal como a minha mão cabe na tua, e como os nossos lábios se entendem melhor do que com qualquer outra pessoa. Eu amo-te, amo-te muito, amo-te mais que ontem, e amanhã irá aumentar ainda mais e isto já acontece á quatro meses, poucos para os que teremos e viveremos mas tanto para nós. Ontem perguntaste-me se eu já tinha passado em quatro meses o que passei contigo, com mais alguém, eu disse-te que não e queres saber que mais? Não quero mais ninguém, não quero passar mais nada senão for contigo, porque és tu, serás tu e eu quero que sejas tu.
Sorriu graças a ti, és o grande amor da minha vida, para sempre.
